Entenda o Caso do ministro Sergio Moro de forma resumida

O portal de notícias “The Intercept” publicou no dia 9 de junho uma série de reportagens com conversas vazadas do ministro da Justiça, Sergio Moro, com o procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol. Também foram mostrados conversas de salas em grupo com outros procuradores da Lava Jato.

O app de mensagens usado pelos envolvidos foi o russo Telegram. A reportagem não detalhou como o conteúdo privado do ministro foi obtido. Informou apenas que conseguiu “mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens enviados por uma fonte anônima”, que contatou o Intercept semanas atrás,”bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro” na semana passada.

Há uma tese de que algum dos integrantes das conversas tenha vazado-as. Mas Moro e a Polícia Federal levantaram a suspeita de ataque hacker, especialmente algum tipo de clonagem do chip do número do celular (tática conhecida como “SIM Swap”) ou das contas de Moro, Dallagnol ou de outro integrante dos chats em grupo. A clonagem de chip de terceiros permite obter senha via SMS para acessar suas respectivas contas do Telegram.

Outra hipótese levantada seria explorar falhas do sistema operacional dos computadores dos envolvidos no vazamento. O Telegram, assim como o WhatsApp, permite espelhar as conversas em uma “versão web”, isto é, em navegadores de internet para computador como o Google Chrome e Internet Firefox.

O Telegram negou que seu app tenha sido vítima de “hacking” neste caso. O app russo usa criptografia (assim como o popular WhatsApp), um recurso que embaralha o texto das mensagens, impedindo que elas sejam lidas durante o “trajeto” do emissor para o destinatário.

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